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Olhos Fatais
Letra:                 Henrique Rêgo
Música:              Alfredo Marceneiro
Repertório:          Manuel de Almeida

Notas:                Fado Bailado

   

Que sorte que Deus me deu,
E que sempre hei- de lembrar,
Embora não seja ateu,

Julguei encontrar o céu,
Na expressão do teu olhar!

   

Neste mundo menor, de escolhos,
Unindo os nossos destinos,
E nesta vida de abrolhos,
Para mim, teus lindos olhos,

Eram dois céus pequeninos!

No espelho do teu olhar,
Vi dois céus em miniatura,
E para mais me encantar  

Iam-se neles mirar
Na minha própria ventura!

E tão mística atracção,
Tinha teu olhar profundo 

Que em sua doce expressão,
Eram um manto de perdão,
Sobre as misérias do mundo!

Mas deitaste-me ao deserto,

Deste mundo enganador,

Hoje o teu olhar incerto,
Já não é um livro aberto,
Onde eu lia o teu amor!
  

Enganaste os olhos meus,
Nunca mais te quero ver,

Meus olhos dizem-te adeus,
Teus olhos não são dois céus,

São dois infernos a arder!

   

Coração pr'amar a fundo,
Outro coração requer,
Se há tanta mulher no mundo,
Vou dar este amor profundo,
Ao amor doutra mulher!

Não Vale a Pena
Letra:                Manuel de Almeida
Música:             Casimiro Ramos
Repertório:         Manuel de Almeida

   

Quis seguir-te a vida inteira
E fugiste ao meu caminho
Hoje resta-me a poeira
Que deixaste no caminho;
E nessa nuvem tão escura
Envolvi os sonhos meus
E jurei que nunca mais
Seguiria os passos teus

   

Não vale a pena, portanto
Voltarmos ao tempo antigo
Já basta p’ra meu castigo
O saber que te quis tanto
Por favor dexa-me só
Nesta dor que me condena
Se entre nós tudo acabou
Recordar o que passou
Não vale a pena

   

Não vale a pena lembrar
Os momentos que perdi
E jamais quero pensar
Que um dia pensei em ti
Como a chamar-te á razão
Hoje um remorso te acena
Mas perdoar, isso não
Agora não vale a pena

Fado Antigo
Letra:                Manuel de Almeida
Música:             Popular
Repertório:         Manuel de Almeida
Notas:               Fado Corrido

   

Meu velho fado corrido
Se foste dos mais bairristas
Porque te mostras esquecido
Na garganta dos fadistas

   

 

Explicou-me um velho amigo
Como o fado era tratado
Tinha graça o fado antigo
Da forma que era cantado

   

 

Um ramo de loiro à porta
Indicava uma taberna
À noite era uma lanterna
Com sua luz quase morta

   

 

Sobre os cascos da vinhaça
Deitada em forma bizarra
Estava sempre uma guitarra
Para servir de negaça
O canjirão da murraça
De tosco barro vidrado
Andava sempre colado
Aos copos, pelo balcão
E era assim nesta função
Como o fado era cantado

  

Se aparecia um tocador
Às vezes até zaranza
Pedia ao tasqueiro a banza
Para mostrar seu valor
Logo havia um cantador
Dando um tom de certo perigo
Provocava o inimigo
No cantar à desgarrada
Até às vezes, com lambada
Tinha graça o fado antigo

  

Pouco tempo decorrido
Cheia a taberna se via
P’ra escutar a cantoria
Ao som do fado corrido;
Todos prestavam sentido
Quando alguém cantava o fado
O tocar era arrastado
O estilo dava a garganta
Hoje pouca gente o canta
Da forma que era cantado

   

Escutei com atenção
Um cantador do passado
E a sua linda canção
Prendeu-me p’ra sempre, ao fado

   

 

Por muito que se disser
O fado é canção bairrista
Não é fadista quem quer
Mas sim quem nasceu fadista

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